Verdade Absoluta e Verdade Relativa

Fora da Palavra de DEUS, toda verdade é relativa, porque somente a Verdade de DEUS é absoluta.

É comum ouvirmos alguém dizer:

“Esta é a minha verdade.”

E, de certa forma, todos nós temos aquilo que consideramos ser verdade.

Uma verdade é relativa quando está relacionada a determinado nível de conhecimento.

Aquilo que uma pessoa conhece pode levá-la a uma conclusão que, naquele momento, ela própria não consegue questionar. Diante de tudo o que sabe, aquilo lhe parece verdadeiro.

Mas basta aparecer um conhecimento que ela não possuía e que seja capaz de questionar sua conclusão para que aquilo que considerava verdade precise ser novamente examinado.

Não foi necessariamente a verdade que mudou.

Mudou o conhecimento da pessoa.

É por isso que duas pessoas podem examinar a mesma questão e chegar a conclusões diferentes. Cada uma raciocina com aquilo que conhece, com aquilo que compreendeu e até com aquilo que ainda desconhece.

E aqui começa o problema.

Se aquilo que consideramos verdade depende do conhecimento que possuímos, quem pode garantir que já conhecemos tudo o que precisaríamos conhecer para não estarmos errados?

E quanto à Verdade de DEUS?

Com DEUS acontece algo completamente diferente.

Nós aprendemos.

DEUS não precisa aprender.

Nós descobrimos.

DEUS não precisa descobrir.

Nós procuramos compreender aquilo que existe.

DEUS criou aquilo que existe.

Nós podemos encontrar amanhã uma informação que mude completamente uma conclusão que temos hoje.

Que informação alguém poderia apresentar a DEUS que Ele ainda não conhecesse?

Quem ensinou DEUS?

Quem foi Seu conselheiro?

Com quem DEUS tomou conselho para adquirir entendimento?

Quem possui conhecimento suficiente para corrigir o conhecimento de DEUS?

Se alguém conhece uma resposta para essas perguntas, deveria apresentá-la.

Nós estudamos aquilo que DEUS criou

O homem olha para o Universo e tenta compreendê-lo.

Observa os astros, estuda a matéria, investiga a vida, descobre leis da natureza e procura entender como tudo funciona.

E quanto mais conhece, mais percebe quanto ainda não conhece.

Mas há algo curioso nisso:

estamos tentando compreender aquilo que DEUS fez.

Estudamos a vida, mas não criamos a vida.

Estudamos a matéria, mas não criamos a matéria.

Estudamos o Universo, mas não criamos o Universo.

Estudamos nosso próprio corpo e ainda encontramos nele coisas que não compreendemos completamente.

Então, com base em qual conhecimento poderíamos estabelecer que o Criador está errado sobre Sua própria criação?

Nossa própria existência não está em nossas mãos

Existe ainda uma questão mais próxima de nós.

A nossa própria vida.

Podemos cuidar dela.

Podemos nos alimentar.

Podemos procurar médicos.

Podemos tomar medicamentos.

Podemos evitar perigos.

Podemos fazer tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para continuar vivendo.

Mas nenhum de nós consegue sustentar a própria vida por sua própria vontade.

Não criamos o ar que respiramos.

Não criamos a água.

Não criamos o alimento.

Não criamos o corpo que possuímos.

Não fazemos conscientemente nosso coração continuar batendo enquanto dormimos.

Não conseguimos determinar que amanhã continuaremos vivos.

Nossa existência depende de DEUS.

Ele é Quem dá a vida, a respiração e todas as coisas.

E se DEUS recolher o espírito e o fôlego que nos mantém vivos, toda carne expira e volta ao pó.

Que independência temos diante de DEUS?

Podemos questionar DEUS?

Claro que podemos.

E fazemos isso constantemente.

Podemos dizer que não concordamos.

Podemos considerar injusto.

Podemos rejeitar.

Podemos desobedecer.

Podemos construir filosofias inteiras para explicar por que DEUS estaria errado.

Podemos criar doutrinas religiosas para ensinar que aquilo que DEUS disse não significa exatamente aquilo que parece dizer.

Temos liberdade para fazer tudo isso.

Mas nossa liberdade para questionar alguma coisa não nos dá poder para modificá-la.

Então a questão não é:

Podemos questionar DEUS?

A questão é:

Com qual conhecimento poderíamos demonstrar que DEUS está errado?

DEUS não precisa obrigar ninguém a aceitar Sua Verdade

DEUS nos deu liberdade para escolher.

Isso por si só deveria nos fazer pensar.

DEUS poderia simplesmente nos impedir de contrariar Sua vontade.

Mas podemos contrariá-la.

Podemos escolher obedecer ou desobedecer.

Podemos ouvir ou ignorar.

Podemos até decidir que aquilo que DEUS determinou não serve para nós.

Mas será que nossa decisão modifica aquilo que DEUS determinou?

Desde o princípio encontramos o homem diante dessa escolha.

DEUS disse uma coisa.

A serpente disse outra.

O homem teve liberdade para decidir em qual palavra confiaria.

E escolheu.

A escolha do homem mudou aquilo que DEUS havia dito?

Ou apenas fez com que o homem experimentasse a consequência de não acreditar?

Talvez a história da humanidade seja suficiente para demonstrar quanto tem nos custado tentar estabelecer nossa própria verdade em oposição à Verdade de DEUS.

Então, o que torna a Verdade de DEUS absoluta?

DEUS não depende do nosso conhecimento.

Não depende da nossa concordância.

Não depende da nossa religião.

Não depende daquilo que uma igreja decidiu ensinar.

Não depende daquilo que uma geração considera moral ou imoral.

Não depende de votação.

Não depende da maioria.

Não depende de concílio.

Não depende de tradição.

Não depende nem mesmo da nossa capacidade de compreendê-la.

Podemos mudar nossa compreensão sobre DEUS.

Mas isso muda DEUS?

Podemos mudar nossa interpretação daquilo que Ele disse.

Mas isso muda aquilo que Ele disse?

Podemos decidir que determinado ensinamento não é mais adequado aos nossos tempos.

Mas isso muda a Verdade de DEUS?

É por isso que Sua Verdade é absoluta.

Ela não precisa se adaptar ao nosso nível de conhecimento.

Nosso conhecimento é que precisa crescer até conseguirmos compreendê-la.

E se aquilo em que acredito estiver errado?

Talvez esta seja a pergunta mais difícil.

É relativamente fácil descobrir que outra pessoa está errada.

Difícil é admitir a possibilidade de que eu esteja errado.

Posso ter aprendido alguma coisa ainda criança.

Posso ter ouvido o mesmo ensinamento durante décadas.

Posso pertencer a uma religião em que milhares ou milhões de pessoas acreditam exatamente na mesma coisa.

Posso conhecer pessoas extraordinárias que também acreditam nisso.

Posso ter enorme respeito pela pessoa que me ensinou.

Nada disso responde à pergunta:

Está de acordo com o que DEUS disse?

Se alguém afirma alguma coisa sobre DEUS, inclusive eu, por que você deveria simplesmente acreditar?

Confira.

Se aquilo que eu disser não estiver de acordo com o que está escrito, não tenha dúvida:

fique com o que DEUS disse.

Mas faça o mesmo com aquilo que você já acredita.

Os Mandamentos

Quando perguntaram ao SENHOR JESUS CRISTO qual era o grande Mandamento, Ele apresentou dois.

Amar a DEUS de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento.

E amar ao próximo como a si mesmo.

E então fez uma afirmação que merece muita atenção:

“Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

Dependem.

Essa palavra é importante.

Os dois grandes Mandamentos estabelecem nossa relação com DEUS e nossa relação com o próximo.

Os Dez Mandamentos tornam esses princípios objetivos.

E deles decorrem os Estatutos e Juízos de DEUS que orientam nossa conduta.

Podemos discutir como compreendê-los.

Podemos discutir sua aplicação.

Podemos pesquisar.

Podemos comparar.

Podemos discordar uns dos outros.

Mas existe uma pergunta anterior a todas essas discussões:

Quem estabeleceu tudo isso?

E depois outra:

Quem tem poder para mudar isto?

Quem tem poder para mudar a Verdade de DEUS?

O homem pode mudar muita coisa.

Pode mudar suas leis.

Pode mudar seus costumes.

Pode mudar seus valores.

Pode mudar suas religiões.

Pode mudar suas doutrinas.

Pode declarar que alguma coisa que durante séculos foi considerada errada agora está certa.

Pode também declarar que aquilo que DEUS determinou não precisa mais ser observado.

Pode convencer outras pessoas.

Pode convencer multidões.

Pode convencer gerações inteiras.

Pode até convencer a si mesmo.

Mas existe algo que o homem não consegue fazer.

Mudar aquilo que DEUS disse.

Está lá.

Podemos aceitar.

Podemos rejeitar.

Podemos obedecer.

Podemos desobedecer.

Podemos procurar maneiras de interpretar diferente.

Mas continuará lá.

E existe algo ainda mais sério:

seremos julgados.

O SENHOR JESUS CRISTO disse que a palavra que Ele falou julgará no último dia.

Pense cuidadosamente no que isso significa.

Hoje podemos julgar aquilo que está escrito.

Podemos dizer:

“Concordo.”

“Não concordo.”

“Não acredito que seja assim.”

“Minha religião ensina diferente.”

“Isso não vale mais.”

Mas chegará o momento em que não estaremos decidindo se a Palavra está de acordo conosco.

Nós é que estaremos sendo julgados diante dela.

Então volto à pergunta:

Quem tem poder para mudar isto?

Quem pode apagar aquilo que DEUS estabeleceu?

Quem pode transformar em certo aquilo que DEUS declarou errado?

Quem pode tornar sem importância aquilo que DEUS considerou importante?

Quem pode chegar diante de DEUS e apresentar uma doutrina humana como razão suficiente para que Ele mude Sua Verdade?

Talvez você considere que algumas afirmações feitas aqui estejam erradas.

Ótimo.

Não acredite em mim.

Abra a Bíblia.

Pesquise.

Compare.

Leia o que vem antes.

Leia o que vem depois.

Procure outros textos sobre o mesmo assunto.

Tente encontrar nas Escrituras alguma coisa que demonstre que estou errado.

Porque, se encontrar, eu também preciso saber.

Mas se depois de procurar você descobrir que alguma coisa em que sempre acreditou não está de acordo com o que DEUS disse, surge uma pergunta muito mais pessoal:

Quem precisa mudar?

DEUS?

Ou você?

A Verdade de DEUS continuará lá.

Intacta. Imutável. E diante dela todos nós teremos de comparecer.

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